Santa Catarina colhe 70 mil toneladas de maracujá em 2023

Representando um crescimento em torno de 27% em comparação à safra 2021/2022

 

Santa Catarina, 19 de agosto de 2023 – Segundo levantamento dos extensionistas da Epagri, Santa Catarina encerrou a safra de maracujá com produção estimada em 70 mil toneladas, representando um crescimento em torno de 27% em comparação à safra 2021/2022. Outro ponto positivo foi a média do valor pago ao produtor pela caixa de 11 kg, que este ano ficou em R$35,00, contra R$22,00 no ano passado. O principal mercado para a fruta catarinense é a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), mas ela também segue para redes de supermercados e centrais de distribuição de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

Fotos: Divulgação/Epagri

Segundo o engenheiro-agrônomo Diego Adílio da Silva, extensionista rural da Epagri em Cocal do Sul, a área plantada permaneceu – pouco mais de dois mil hectares -, mas a média de produtividade aumentou para 35 toneladas por hectare, apesar de algumas intempéries climáticas terem ocorrido durante a condução dos pomares, com ênfase para o frio que se prolongou até os meses de outubro e novembro. Segundo a Epagri/Cepa, na safra 21/22 a produtividade foi de 27 toneladas por hectare e a produção ficou em 55 mil toneladas.

Mesma área, maior produtividade

A área plantada permaneceu em pouco mais de dois mil hectares, mas a média de produtividade aumentou de 27 para 35 toneladas por hectare.

Para Diego, a produtividade vem crescendo a cada ano devido a uma soma de fatores. Dentre elas, o engenheiro-agrônomo cita o plantio do cultivar da Epagri lançado em 2015, o SCS437 Catarina, altamente adaptado às condições climáticas catarinenses. Outros fatores foram a adoção do vazio sanitário desde o ano de 2020, a melhoria na qualidade das mudas produzidas, o manejo da adubação, os tratos culturais e o controle de pragas e doenças. “Além da melhoria da produtividade, houve melhoria na qualidade da fruta produzida”, frisa ele.

Em uma das unidades de referência tecnológica acompanhadas pela Epagri, no município de Sombrio, a produtividade foi de 60,9 t/ha, sendo 90% destinados para mesa e 10% para a indústria. “Isso evidencia a qualidade do fruto catarinense, que hoje é conhecido como o melhor maracujá produzido no Brasil”, revela o extensionista rural.