Polícia Civil de Chapecó prende mulher de 21 anos

A investigada é suspeita de fazer parte de uma quadrilha que aplicava golpe do “nudes” em Santa Catarina e Rio Grande do Sul

 

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Divisão de Investigação Criminal de Chapecó (DIC/Fron), cumpriu um Mandado de Prisão Temporária em desfavor de uma mulher de 21 anos, na Cidade de Chapecó. A presa é suspeita de participar de uma quadrilha que aplicava golpes na região.

FOTO; Polícia Civil

O Mandado expedido pelo Poder Judiciário da Comarca de Porto Alegre (RS) foi cumprido em apoio a grande operação deflagrada pelas Polícias Civis dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Durante a operação, realizada pelas Polícias Civis dos dois Estados, mais de trinta criminosos já haviam sido presos. A operação tinha como objetivo combater grupo criminoso que aplicava “Golpe do Nudes” em vítimas dos dois estados.

De acordo com o Delegado Eder Matte, responsável pela DIC/Fron, após procedimentos legais na Delegacia de Polícia, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional de Chapecó. As investigações prosseguem na Delegacia de Origem.

Relembre a operação que já conta com mais de 30 pessoas presas.

Uma operação conjunta das polícias Civil do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina prendeu durante a segunda-feira 29 de maio de 2023, 32 pessoas envolvidas no chamado Golpe dos “Nudes”. Os presos são acusados de envolvimento em organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, porte ilegal de armas, extorsões e corrupção de menores.

A ação policial ocorreu em várias cidades gaúchas e catarinenses. A operação é decorrente de investigações iniciadas há onze meses, depois da prisão de um indivíduo em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, que levou à descoberta da facção.

Um dos chefes do grupo já esteve preso e, ao ser liberado, recrutava outros criminosos para praticarem extorsões usando o “golpe dos nudes”.

O esquema envolvia o contato com homens por meio de perfis falsos em redes sociais, obtenção de fotos nuas, extorsões e a receptação do dinheiro. Segundo as investigações, os acusados se passavam por meninas menores de idade e iniciavam as trocas de imagens, em seguida, eles fingiam ser delegados e investigadores da polícia para amedrontar as vítimas.

Os homens que estavam em contato com o grupo acabavam cedendo a extorsão e fazendo transferências. O valor era depositado em contas de “laranjas” e repassados para os chefes da facção, que dividiam uma parcela com os demais envolvidos. Os agentes afirmam ainda que parte dos lucros era utilizada para o tráfico de drogas e armas.

A operação contou com 150 policiais civis e apoio aéreo.