Na Rádio Chapecó FM, Prefeito de Concórdia fala sobre situação do transporte coletivo

Tarifa está em R$ 8,00. Ouça 

O Prefeito de Concórdia Rogério Pacheco participou do Chapecó Notícias 1ª Edição desta quarta-feira (17), no FM 100.1.

Na oportunidade, Pacheco avaliou os trabalhos realizados em 2023.

Saúde, segurança, investimentos no interior e o transporte coletivo da cidade – foram destaques durante a conversa.

Rogério Pacheco lamentou a posição da Câmara de Vereadores em rejeitar o Projeto de Lei que garantiria um subsídio da tarifa do transporte público municipal da cidade.

Pacheco destacou que o usuário do transporte é o mais prejudicado. OUÇA: 

CÂMARA DE VEREADORES REJEITA PROJETO DE SUBSÍDIO PARA O TRANSPORTE COLETIVO DE CONCÓRDIA

A sessão extraordinária da Câmara de Vereadores foi convocada mais uma vez pelo Prefeito Municipal para tratar sobre o Projeto nº 69/2023, o qual autoriza a concessão de subsídio tarifário ao transporte público coletivo urbano de passageiros no Município de Concórdia, prestado sob o regime de concessão, no exercício de 2024.

O subsídio previsto era de R$ 3.500.000,00 (três milhões e quinhentos mil reais) para o exercício de 2024.

Os vereadores manifestaram a necessidade de um estudo e manutenção do transporte coletivo que hoje está insustentável em Concórdia, bem como o interesse na aplicação da Tarifa Zero.

O vereador Wagner Simioni (PSDB) foi o primeiro a utilizar da tribuna e explicou que não cabe a discussão em alterar as planilhas, mas sim atualizar os valores, como óleo diesel, folha de pagamento, pneus etc… e reforçou que a fórmula o município não consegue mudar pois o contrato é regido pela lei de concessões.

O vereador Vilmar Comassetto (PDT) apresentou os dados do relatório realizado pela Comissão Especial de Transporte criada para acompanhar o Contrato de Concessão do Transporte desde junho do ano passado, que através de dados mostra que é insustentável atual modelo, sendo nos pontos econômicos, social e ambiental, e reforçou que há necessidade de mudanças nesse sistema.

O vereador Fabiano Caitano (PSDB) esclareceu que o subsídio não é porta de corrupção, e citou o trabalho da Comissão do Transporte que visitou cidades que trabalham com subsídio justamente para manter a passagem em um preço justo, e ressaltou que o subsídio é custear a diferença contratual pelo Executivo à Empresa.

O vereador Jaderson Miguel Prudente (PL) manifestou que o Prefeito poderia ter esperado para fazer esse reajuste enquanto o Projeto ainda estava sendo apreciado por essa Casa. Questionou as melhorias elencadas pela Comissão, as quais deveriam ter sido feitas, como novos pontos de ônibus e novas linhas, e ponderou que precisa de investimento por parte do Executivo para que o usuário volte a andar de ônibus e quem sabe um dia Tarifa Zero.

O Presidente do Legislativo Fábio Ferri (PL) argumentou que a Casa Legislativa  precisa ser respeitada, pois aqui é o local de discussões, e não politicagem. O Presidente reforçou que  são 3,7% da população utilizam o transporte, e esse relatório foi feito pela Câmara de Vereadores, e deveria ter sido um trabalho da Prefeitura.

Ferri também apresentou que já está protocolado na Casa um Projeto para a Tarifa Zero, com o argumento de universalizar o transporte, somente desta forma seria um transporte para todos, ainda reforçando todos os gastos que estão sendo feitos e ainda assim a população continua pagando, e o subsídio vem pagando bancos vazios.

A vereadora Ingrid Fiorentin (PT) afirmou que os gestores que são responsáveis pelo contrato e que precisam acompanhá-lo, e precisam se estruturar para ter uma tarifa mais justa, e reforçou que não foi feito estudo, não foi feito revisões e faltou vontade para resolver o problema. A vereadora reforçou que além do subsídio existe uma tarifa de R$4,50, e sabe-se que muitas cidades utilizam o subsídio para estar arcando com as passagens, mas precisa enxugar um pouco essa tarifa e também defendeu a Tarifa Zero.

O vereador Anderson Guzzatto (PL) afirmou que foi um processo malconduzido e como foi pressionado para a votação. O vereador afirmou que não aprovaria mais projetos se não houvesse ações de contrapartida do Executivo, apontando que falta compromisso com as promessas, sendo que o sistema está precário, e sem estrutura. Também elogiou o relatório da Comissão que apontou que o sistema é inviável e questionou “nós vamos corrigir o erro ou vamos alimentá-lo?”.

O vereador Dr. Fernando Busetto (PSDB) reiterou que o projeto é de suma importância para as pessoas que mais precisam, e não importa se é 2 ou 3% da população que utiliza, e apontou que esses números só irão melhorar com a Tarifa Zero. O vereador afirmou que quem acha que a população tem que pagar R$4,50 é favorável, e quem acha que tem pagar R$8 é contrário.

O vereador Clomar Zagonel (MDB) repudiou o aumento de 60% na passagem do transporte, de R$5 para R$8, tornando a passagem de transporte urbano mais cara do país. O vereador afirmou que espera que o Prefeito revogue esse decreto o mais rápido e baixe novamente para R$5 e repassando para empresa Hodierna a inflação do ano que foi 5,85 e mais nada. Zagonel ainda defendeu o estudo e Projeto para implantação da Tarifa Zero.

O vereador João Reitel (PL) falou sobre a criação da Comissão Especial, na votação do subsídio de dois milhões na metade do ano passado, e reforçou que foi um vereador de cada bancada para não dizer que isso fosse politicagem, quando muitos falavam dessa comissãozinha, citou a cidade de Cianorte no Paraná, a cidade gasta em torno de 6 milhões e tem Tarifa Zero, e questiona o que o Prefeito fez para que não precisasse repassar esses três milhões.

O vereador Caitano também sugeriu que fosse incluído uma emenda sobre o que consta no relatório da comissão, que em 60 dias estudo necessário para a redução ou Tarifa Zero.

O vereador André Rizelo (PT) comentou que o grande problema foi a ruptura do governo Pacheco e Massocco que são os dois responsáveis por tudo isso, e lembrou que o Projeto em 2014 passou por essa Casa, o Executivo tem o Poder de chamar a empresa e buscar uma solução, e questionou porque desde 2019 está tendo problemas, mas em nenhum momento a prefeitura chamou empresa e vereadores para resolver e bem como reforçou que a Comissão Especial não foi chamada em nenhum momento pelo Executivo, ela está sendo reconhecida agora para tentar buscar uma solução. Rizelo também comentou que hoje 90% das pessoas lá fora são contra esse subsídio e nós precisamos alternativas para resolver o problema. O vereador também apontou que a responsabilidade de aumentar a tarifa é do prefeito, foi ele o responsável.

A vereadora Margarete Poletto Dalla Costa (PT) falou que há falta de diálogo entre Executivo e Legislativo, e apontou que não temos mais público no nosso transporte, por isso precisa de melhorias antes de repassar mais subsídio e ainda sugeriu que fosse feita uma pausa para analisar a sugestão do vereador Caitano.

APÓS A PAUSA OS VEREADORES REALIZARAM A VOTAÇÃO QUE CULMINOU NA REJEIÇÃO AO PROJETO DE LEI.

 VOTOS FAVORÁVEIS

  • Fabiano Caitano (PSDB)
  • Fernando Busetto (PSDB)
  • Lenir Comin (PSDB)
  • Jaderson Miguel Prudente (PL)
  • Vilmar Comassetto (PDT)
  • Wagner Simioni (PSDB)
  •  VOTOS CONTRÁRIOS
  • Anderson Guzzatto (PL)
  • André Rizelo (PT)
  • Closmar Zagonel (MDB)
  • João Reitel (PL)
  • Ingrid Fiorentin (PT)
  • Margarete Poletto Dalla Costa (PT)
  • Voto de desempate da Presidência – Contrário
  • Fábio Ferri (PL)

Fotos: Câmara Municipal de Concórdia / Arquivo Pessoal