Endividamento anual do consumidor cai, mas inadimplência bate recorde

Nível de comprometimento com dívidas é o menor desde 2019

 

Chapecó/SC, 17 de janeiro de 2024 – Estudo estatístico divulgado pelo Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) mostra que no ano passado a taxa média anual de endividamento dos consumidores caiu pela primeira vez em quatro anos. Ou seja, o nível de comprometimento com dívidas é o menor desde 2019. Realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), de outra parte o levantamento indica que o número de inadimplentes – aqueles que não cumpriram obrigações financeiras –, foi o maior em 13 anos, desde 2010.

No endividamento a queda foi pequena, de 0,1 ponto percentual em relação a 2022, e fechou em 77,8% da população, longe dos 58,3% de 2012, que foi o menor da série histórica iniciada em 2010. O uso do cartão de crédito também caiu e chegou a 86,5% dos endividados – porcentagem que, em 2010, era de 70,9%. Já o uso de cheque especial pelos endividados ficou em 4,4%, o menor desde o começo da pesquisa, quando era utilizado por 8,3%. A média de comprometimento da renda com pagamento de dívidas em 2023 ficou em 30%, com queda de 0,2 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o número de inadimplentes chegou a 29,5% dos brasileiros e foi o maior desde 2010, quando era de 24,9%. Entre os inadimplentes, 41,2% afirmaram não ter condições de pagar as dívidas atrasadas, o que representa quatro pontos percentuais a mais do que em 2022. A maior parte dos inadimplentes, 46,2%, está com mais de três meses de atraso, 3,2 pontos percentuais acima do final de 2022.

De acordo com o diretor executivo do Sicom, Almeri Dedonatto, a pesquisa da Confederação do Comércio mostrou que há 10 anos as famílias não terminavam o ano menos endividadas do que no começo. Acrescenta que a CNC atribui a evolução às melhorias ocorridas no mercado de trabalho ao longo do ano passado e à trajetória de queda dos juros básicos da economia, que influenciaram nas condições de crédito ao consumidor, o que resultou diretamente na redução do endividamento.

O QUE SÃO

Para esclarecer a compreensão dos números, o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, destaca o que representam inadimplência e endividamento. Segundo ele, “endividamento é algo fundamental para o desenvolvimento econômico, pois o crédito é o trampolim do sistema capitalista. Já a inadimplência é especificada como “resultado adverso do endividamento, causado pela renda baixa do brasileiro e pela volatilidade da economia do País“.

Com informações: Extra Comunica