Cerca de 500 animais devem ser vacinados contra vírus da raiva em Chapecó

Imunização inicia na manhã desta quarta-feira (06)

 

Chapecó/SC, 05 de dezembro de 2023 – Cerca de 500 animais que estão num raio de 300 metros de onde foi encontrado um morcego infectado com o vírus da raiva devem ser vacinados nesta quarta-feira (06), das 08h às 18h, na AABB. De acordo com o secretário de Saúde de Chapecó, Jader Danielli, as Agentes Comunitárias de Saúde passaram nas residências da área abrangida, contabilizando cães e gatos. Onde não foi encontrado morador, foi deixada uma correspondência.

O morcego doente da espécie frugívera (animal com dieta em base de frutas), foi encontrado num local próximo dos fundos da AABB, no bairro Maria Goretti. Material coletado foi encaminhado para o Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina, pela equipe da Vigilância Ambiental do município. Na quinta-feira passada veio a confirmação e a Secretaria de Saúde iniciou a mobilização.

A vacinação será realizada pelas equipes do Núcleo de Apoio à Pequenos Animais (NAPA), sem parar ao meio dia. Somente os animais da área serão vacinados gratuitamente. Ou seja, não serão vacinados animais de outros bairros. A Vigilância em Saúde reforça que é responsabilidade dos tutores de cães e gatos manter os seus animais vacinados contra a raiva.

O gerente da Vigilância em Saúde de Chapecó, Rodrigo Momoli, disse que este foi o segundo caso no ano de raiva em morcego na cidade, entre 15 morcegos em que foi realizada coleta de material.

Momoli orienta para que as pessoas não toquem nos morcegos. Ele sugere espantá-los com bico de luz e extensão no caso de presença no forro da casa, e colocar redes nas portas e janelas. Lembrou que os morcegos frugíveros tem grande importância no ecossistema, por espalhar sementes. As outras espécies de morcego são os insetívoros, que comem insetos, e os hematófagos, que chupam sangue. Estes são mais comuns na zona rural.

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae.

Com informações: PMC/Divulgação