O Ambulatório de lesões de pele, um dos serviços da Secretaria de Saúde de Chapecó, já chegou em 295 altas desde junho do ano passado e, até o final do mês, deve bater a marca de 300 altas em um ano.

O ambulatório de lesões de pele, foi aberto em 2008, funciona na Policlínica Municipal, na rua Jorge Lacerda 75 E, no Centro. Lá, são atendidos pacientes com lesões venosas, queimaduras, pé diabético, lesões isquêmicas, lesão por pressão Pós-Covid, encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde.

Somente em maio já foram 45 altas. Lembrando que em maio do ano passado, foram apenas duas altas. Desde setembro do ano passado, nenhum mês teve menos de 20 altas.

O aumento no número de atendimentos foi possível graças ao investimento de R$ 6 mil em equipamentos e qualificação da equipe. Em fevereiro, o município adquiriu um aparelho de laser. A luz vermelha ou infravermelha é utilizada para curar, restaurar e estimular múltiplos processos fisiológicos, além de reparar danos causados por lesão ou doença. O laser atua nas três fases de cicatrização da ferida: fase inflamatória, proliferativa e de remodelação.

Em março, chegou o aparelho de Doppler Vascular Portátil, que é indicado para uso no diagnóstico imediato da oclusão arterial aguda e trombose venosa, precisão na medição da pressão arterial dos membros inferiores e superiores, indicação do nível viável para amputação, diagnóstico diferencial artério venoso, tomada do I.T.B.( Índice Tornozelo / Braquial), para verificação de doença vascular periférica, visto que o mesmo é considerado o melhor teste de triagem inicial para ser realizado em pacientes com suspeita de Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP).

De acordo com a enfermeira Alexsandra Martins da Silva, também foram adotados alguns procedimentos, que são os seguintes:

Matriciamento dos casos (equipes entram em contato para discussão e definição de prioridade e encaminhamento);

Casos urgentes são atendidos em vaga de urgência em no máximo 48h;

Primeiro atendimento, estabelecimento de diagnósticos diferenciais, instituição de tratamento (desbridamento / outras abordagens cirúrgicas / escolha de cobertura / controle de infecção / suplementação proteica) e definição de metas;

Reavaliação precoce dos pacientes graves e em uso de coberturas de alto custo;

Avaliação do paciente no todo (nutrição, hidratação, mobilidade, causa base)

De acordo com Alexsandra, com este atendimento especializado, as vantagens são as seguintes: o paciente não necessita de afastamento longo do trabalho; diagnóstico diferencial de forma precoce; cicatrizes sem sequelas; evita complicações graves (procedimentos cirúrgicos e reinternações), autoestima do paciente preservada: trabalho resolutivo da equipe; referência e contrarreferência dos casos e  paciente participante do seu processo de cuidado.

Alexsandra é habilitada para aplicação do laser e faz doutorado na UFSC e tem como pesquisa Laserterapia no tratamento de lesões. Também fazem parte da equipe o cirurgião geral Diogo Gasparetto, a cirurgiã vascular Letícia Matiello, a auxiliar de Enfermagem Roseli Weber e a coordenadora Rosangela Mattern.

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