O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) chapecoense subiu 2,42% neste primeiro mês do ano, ao passar de 84,58 pontos, registrados em dezembro passado, para 86,63 em janeiro. Esses dados fazem parte da pesquisa do ICC, feita em conjunto pela área de Pesquisa e Estatística do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom Pesquisas) e pela Unochapecó, por meio do curso de Ciências Econômicas.

Realizada entre os dias 15 de dezembro passado e 4 de janeiro, a mostra indica que o aumento do índice de confiança foi puxado pelo grupo de homens (37,04%), seguido por pessoas com renda acima de R$ 4 mil (20,61%). Já as mulheres se mostraram pessimistas, reduzindo sua confiança em 16,83%.

Foto: Rádio Chapecó / Arquivo

CONDIÇÕES ECONÔMICAS E CONSUMO

Essa pesquisa também traz, ainda, dados quanto ao Índice de Condições Econômicas (ICE). O levantamento mostra redução de 9,83%, atingindo 94,48 pontos, ante 104,79 pontos de dezembro, quando houve aumento de 35,49%. Os resultados indicam que os consumidores estão menos confiantes com relação às suas finanças e às condições para aquisição de bens duráveis, comparando-se com dezembro.

Já quanto ao Índice de Expectativas de Consumo (IEC), a pesquisa indica evolução positiva de 13,35%, totalizando 81,80 pontos, enquanto em dezembro esse número foi de 72,16. Esse aumento revela que os consumidores estão mais confiantes em relação aos próximos anos, se comparado ao último mês do ano passado.

EXPECTATIVA PARA O DECORRER DO ANO

Conforme indicações do levantamento, os resultados indicam a possibilidade de que o consumidor esteja confiante na melhor situação econômica do País após as eleições, ou até mesmo na expectativa de que, com o aumento na taxa de juros, haja redução na inflação, ampliando o poder de compra no decorrer do ano. Essas variações também podem estar ligadas com algumas metas a serem cumpridas, como a esperança de que no longo prazo a situação financeira do próprio consumidor esteja melhor.

Em geral, como explica a professora responsável pelo levantamento, Cássia Ternus, “os indivíduos tendem a estarem mais otimistas com novos ciclos e porque o clima natalino associado às festividades de fim de ano influenciam nas expectativas”. Argumenta que expectativas positivas são criadas, o que leva a acreditar que no médio e longo prazo a situação será melhor. Cita, ainda, que se esse otimismo não for abalado por outros fatores, a tendência é de que a partir do comportamento individual tenhamos tempos melhores no futuro. No entanto, a professora destaca que “é difícil garantir isso em função das inúmeras oscilações de mercado e contexto”.

RENDA E EXPECTATIVAS

A média da renda dos participantes da pesquisa é de R$ 2.718,78, enquanto em dezembro foi de R$ 4.207,94. As expectativas de gastos extras se reduziram de R$ 896,92 para R$ 475,00 neste mês. Já as expectativas de gastos pela internet reduziram de R$ 578,95 em dezembro para R$ 113,30 neste mês de janeiro.

As reduções em gastos extras e gastos pela internet foram motivadas pela queda na renda média dos participantes e o início do ano com expectativas de corte nos gastos. Além disso, há o fato de que dezembro é mês de férias, datas comemorativas e compra de presentes.

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