A ação de golpistas se intensificou na Serra Catarinense e Grande Oeste. Novas vítimas foram registradas em Lages, Videira, Abelardo Luz, Ponte Serrada, Palmitos e Mondaí. Dessa vez, o foco tem sido motoristas de aplicativo e colaboradores de autoescolas que são chamados pelo WhatsApp ou por ligação telefônica.  Na semana passada, as ocorrências foram registradas em Seara, Xanxerê e Chapecó.

Em todos os casos o modo de agir dos golpistas é semelhante. Dizem que um colega do fórum foi afastado das atividades como motorista, por conta da Covid-19, e, por isso, precisam dos serviços da vítima. Acertam os dias trabalhados e o valor. Em um novo contato, afirmam que o depósito foi feito e numa quantia acima do combinado. É neste momento que pedem o retorno do dinheiro por depósito bancário ou transferência via Pix. Em Lages, o prejuízo foi de aproximadamente R$ 1.000,00 e em Ponte Serrada perto dos R$ 2.000,00.

ALERTA

O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do TJSC acompanha as investigações. Os agentes contam que foi possível identificar que os golpistas estão nos estados do Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Ceará. Os bandidos ganham a confiança das vítimas em pequenos detalhes. O código de área do telefone utilizado para comunicação, por exemplo, é 49.

Por meio das redes sociais, descobrem nome dos profissionais e pedem diretamente por eles. Assim, conseguem indicação de alguém que possa servir como motorista. Neste novo contato, informam que receberam a indicação do conhecido da vítima. Na Serra, os estelionatários fizeram reservas em um hotel se apresentando como juiz, promotor e assessor judiciário. Em outra ligação, pediram a sugestão de um motorista da cidade.

Durante a conversa telefônica, com o motorista a ser contratado, são solicitadas fotos de documentos, como Carteira Nacional de Habilitação e comprovante de residência. Com essas informações, os criminosos abrem contas bancárias, pela internet. E esses são dados bancários, de vítimas anteriores, que utilizam para solicitar o reembolso do valor supostamente depositado a mais.

O QUE FAZER

O NIS/TJSC orienta a quem receber contato parecido que registre boletim de ocorrência na delegacia de polícia mais próxima para apuração dos fatos e identificação dos suspeitos. O Poder Judiciário de Santa Catarina reforça que não faz contato telefônico ou via aplicativo de conversas para contratação de serviços. Como órgão público, as compras e contratos necessitam ser efetuados por licitação.

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