A confiança dos consumidores chapecoenses em relação à economia é acompanhada mensalmente em pesquisa conjunta do curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e a área de pesquisa do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) para este mês de janeiro caiu 3,77%, regredindo assim para 80,85 pontos ante 84,01 registrados em dezembro último. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o índice mostra redução em 21,06%.

Para a responsável pelo levantamento do ICC, professora Cássia Heloisa Ternus, a percepção dos consumidores sobre a economia no futuro e, principalmente, no presente, se deteriorou. Ela destaca que no mês anterior a percepção dos consumidores sobre a situação se elevou com destaque, justamente pelas comemorações de fim de ano e ainda influenciados pela Black Friday, mas agora, com a transição de ano, “adentra-se em cenário mais calmo, além do fim dos empregos temporários de fim de ano, que eram geradores de renda e, portanto, consumo”.

Cita, ainda, que neste mês 40,67% dos respondentes declararam estar mais preocupados com o coronavírus do que estavam no mês anterior. “Levando isto em conta, a demora para o início da vacinação no Brasil tem chances de estar afetando negativamente a confiança dos consumidores neste mês, já que em outros países já foram iniciadas campanhas de vacinação”. Além disso, a descoberta de uma mutação do coronavírus, mais agressiva e transmissível, conforme ressalta a professora, também contribui para esse cenário.

Realizada entre os dias 16 e 29 de dezembro, a amostra foi composta por 66 mulheres e 52 homens de diversas faixas etárias e classes de renda. A redução do índice foi puxada pela baixa confiança da população com idade inferior a 24 anos (22,18%), acompanhada pelos indivíduos com renda de até R$ 2 mil (21,82%) e pelos homens (2,04%).

Subíndices

Quanto ao Índice de Condições Econômicas (ICE), a pesquisa mostra queda de 6,45%, atingindo 88,21 pontos, ante 94,29 de dezembro. Os resultados indicam que os consumidores estão menos confiantes com relação às suas finanças e às condições para aquisição de bens duráveis, se comparado ao mês de dezembro. Com relação ao comportamento do Índice de Expectativas de Consumo (IEC), houve redução, de 1,77%, apresentando 76,33 pontos em janeiro.

O Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC), que permite sondar o nível de obrigações a pagar ou em atraso que o consumidor tem, apresentou aumento de 5,09%. Em dezembro, esse índice representava 122,93 pontos e agora em janeiro passou para 129,19.

Entre os consumidores entrevistados, 81,40% estão com alguma obrigação a pagar. Entre os endividados, 5,20% dos consumidores também revelaram que estão inadimplentes, ou seja, com obrigações em atraso, especialmente com cartão de crédito e crédito em lojas.

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