Os números da pesquisa são impactantes e demonstram redução sem precedentes da atividade econômica, com o fechamento de empresas e a diminuição de empregos que demorarão para ser repostos. Essa é a avaliação do presidente do Sicom, Ricardo Urbancic, sobre pesquisa conjunta realizada pelo Sebrae/SC, Fecomércio e Fiesc quanto aos impactos da pandemia do novo coronavírus na economia de Santa Catarina.

Entre outros números, a sondagem, que ouviu 2.547 empresários no Estado, indica que cerca de 530 mil pessoas perderam os empregos e 114 mil empresas estão inoperantes. Também mostra que 86,7% das empresas do Estado estão em atividades após as medidas de relaxamento da quarentena, mas 41,7% apresentam redução na produção. Especificamente no comércio, 92% dos estabelecimentos mantêm algum nível de atividade, 35,1% das empresas reduziram o quadro de funcionários e a queda no volume de vendas chegou a 65,2%.

Para o presidente do Sicom, a situação atual irá demorar para ser revertida, pois após a pandemia ser controlada o tempo será longo para a reabertura de empresas, o reestabelecimento dos negócios e a possível recontratação de funcionários. “Ou seja, se os números são preocupantes agora, indicam cenário ainda mais difícil no futuro.”

PARA O ENFRENTAMENTO 

Em termos de enfrentamento do quadro indicado pela pesquisa, o dirigente avalia que na economia é fundamental a desburocratização e a simplificação de regras que permitam maior agilidade. Acrescenta que a oferta de crédito deve ocorrer com “juros decentes” que não comprometam as empresas num futuro próximo. É impraticável, argumenta o presidente do Sicom, a taxa Selic a 3% ao ano e juros para as empresas a 0,89% ao mês. “O governo tem que fazer chegar aos empresários linhas de crédito a juros mais próximos à Selic e com período de carência de seis meses, no mínimo.”

Já com relação à saúde pública, Ricardo Urbancic afirma que cabe ao governo fornecer o que se comprometeu, principalmente quanto a leitos de hospital, seja nas enfermarias ou em UTIs, para atender os casos necessários. “O governo cria uma série de regras para a população e a iniciativa privada, então deve cumprir com a sua parte”, finaliza o presidente do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó.

NA RÁDIO CHAPECÓ 

Na manhã desta quarta-feira (20), o Presidente do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó, Ricardo Urbancic, também falou sobre o assunto.

Chapecó Notícias – 1ª Edição (20/05/2020)

Chapecó Notícias – 1ª Edição Quarta-feira (20/05/2020)

Publicado por Rádio Chapecó em Quarta-feira, 20 de maio de 2020

 

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