O operador de Push Back é o profissional responsável por realizar o procedimento pelo qual um avião é rebocado desde a porta de embarque até à taxiway, que é o ponto onde a aeronave se prepara para a decolagem. O processo é efetuado por um veículo, geralmente um trator de reboque, que é ligado ao avião por uma barra (towbar). O profissional é acionado quando não existe espaço suficiente para o avião efetuar a manobra usando os seus próprios meios.

Foto: Leonardo Vassoler / Rádio Chapecó

Mesmo que os aviões possam utilizar o reverso para efetuar o movimento para trás, este processo não é efetuado devido às sérias consequências que isso poderia trazer, por conta do forte impulso dos motores. Se utilizado, poderia causar a projeção de poeira e outros detritos, tanto à aeronave, como às pessoas, equipamentos e edifícios próximos ao local de decolagem.

O operador de Push Back também é responsável por levar o carrinho com as bagagens até o avião, entre outras funções dentro do aeroporto. Este serviço também é usado como forma de minimizar o ruído e o desperdício de combustível.

Para se tornar um operador, o único requisito legal para dirigir o trator é ter carteira de motorista categoria “E”. A partir daí o interessado começa o treinamento, conhecendo o trator e dirigindo para aprender como se comportar durante as curvas, já que os tratores maiores possuem as quatro rodas direcionáveis.

Foto: Leonardo Vassoler / Rádio Chapecó

Além disso o tratorista também precisa aprender sobre as normas de segurança no pátio de manobras, os nomes das taxiways, os nomes das posições. Afinal, quando se faz o Push Back, é necessário levar a aeronave até onde a torre indicar. É preciso estar por dentro da linguagem operacional: “UA, livre push back na Golf zero dois para o través da Golf zero zero proa Golf”.

Depois dos conceitos aprendidos, o tratorista começa dirigindo o trator de frente somente com a barra de reboque conectada ao trator, fazendo curvas e controlando o deslocamento da barra, seguindo uma linha reta sem que a barra saia da linha.

Foto: Leonardo Vassoler / Rádio Chapecó

Uma vez que já estiver controlando bem a barra de frente, o próximo passo é fazer alguns Push Backs muito lentamente com um instrutor no assento da direita, para sentir o peso do avião e o raio de curva que deve ser feito para que se coloque a aeronave sobre a faixa de taxi sem ultrapassar o limite permitido do trem do nariz. Esta parte é muito difícil de fazer as primeiras vezes e é comum “dar nó na barra”, que significa atravessar o trator em relação a barra.

Depois que o operador estiver mais confortável ele já pode “solar”, fazendo a operação sozinho. Em seguida, após pegar o jeito, entra a segunda parte do treinamento do profissional, que é aprender a fazer reboque, com o trator conectado de ré, ter que manobrar a aeronave e coloca-la na faixa sem nem ao menos enxergar a barra de reboque ou as rodas do nariz da aeronave.

Foto: Leonardo Vassoler / Rádio Chapecó

Esse treinamento e acompanhado por um instrutor até ter a capacidade de dominar o Push Back sozinho. Muitas pessoas comparam essa função com fazer baliza com uma carreta, mas é um pouco mais difícil, pois a carreta pivota em apenas um ponto (gira sobre o seu eixo, o cavalo com a caçamba) e o avião pivota em dois pontos (o trator, a barra e o trem do nariz).

Assim como os pilotos tem uma grande responsabilidade de fazer as gigantes aeronaves voarem, os operadores de Push Back também tem seu papel fundamental dentro do aeroporto, pois são eles quem vão empurrar a aeronave até a pista, levar as bagagens, entre outros serviços, que são de extrema responsabilidade.

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