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Efapi 2009 encerra e confirma vocação para vitrine da economia regional

Efapi 2009
Em 19/10/2009 às 17:34

Com um volume consagrador de negócios e expressivo público, apesar do mau tempo que se manifestou em quase todos os dias, a décima-sétima Exposição-Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó encerrou domingo, confirmando sua vocação para integrar e sintetizar a economia de Chapecó e do oeste de Santa Catarina. No período de 9 a 18, cerca de 500 mil pessoas visitaram o parque Tancredo Neves, onde 650 expositores exibiram a pujança da produção econômica regional.

O comando da feira esteve sobre responsabilidade do prefeito João Rodrigues, do vice-prefeito e presidente da Comissão Central Organizadora (CCO), José Cláudio Caramori, e do coordenador geral Américo do Nascimento Júnior. Nesta entrevista, Caramori antecipa as inovações que terá, na próxima edição (em 2011), o maior evento multissetorial do sul do país: mais um restaurante, mais dois pavilhões de animais e três dias de entrada franca.

 Qual a avaliação geral, ainda que não definitiva, da Comissão Central Organizadora sobre a recém-encerrada Efapi 2009?

José Cláudio Caramori – Os resultados foram positivos, apesar das condições adversas do clima em alguns dias. Tivemos grande presença popular naqueles dias em que não ocorreu precipitação pluviométrica, inclusive com o recorde de toda a história da feira, obtido no domingo, dia 11, quando 82 mil visitantes passaram pelo parque de exposições. A estrutura e a logística da feira revelaram-se competentes para sediar um evento dessa envergadura. Todas as comissões funcionaram com eficiência, seja segurança, suprimento, trânsito, alimentação, divulgação etc.

 Na área econômica, os resultados também foram satisfatórios? Quais os setores que registraram maior sucesso?

Caramori – Havia uma previsão de que a expo-feira oportunizasse negócios da ordem de 110 milhões de reais. Negociações efetivamente fechadas durante a Efapi e negócios agendados para os meses seguintes permitem concluir que essa meta foi atingida. Veículos, máquinas, implementos, equipamentos e animas foram os bens econômicos mais vendidos neste ano. Destacam-se máquinas e equipamentos agrícolas, o que revela que a economia catarinense e sulbrasileira encontram-se em uma fase de expansão e crescimento, apesar das previsões pessimistas.

 Como pode ser avaliado o desempenho do segmento de indústria e comércio?

Caramori – Esse segmento busca, na Efapi, exposição intensiva de marcas e produtos para a geração de negócios. Com uma visitação pública de quase meio milhão de habitantes, a Efapi se torna uma grande vitrina da economia regional e sulbrasileira. Marcas e produtos sofrem uma forte exposição popular e, em consequência, muitos negócios são oportunizados. Foram vendidos mais de uma centena de automóveis, caminhões e máquinas agrícolas. O pavilhão três, dedicado ao pequeno comércio, foi um dos mais procurados pelo público, oportunizando a venda de vestuário, adereços, pedras, acessórios, calçados etc.

 O setor agropecuário foi muito valorizado nesta edição, recuperando o velho prestígio das primeiras edições da Efapi. Esse status vai permanecer?

Caramori – O setor primário da economia regional, representado pela pecuária intensiva e pela produção de grãos, merece e precisa ser reconhecido e valorizado. Eles formam a base de nossa riqueza econômica. Por isso, priorizamos os produtores e empresários rurais, construindo novo pavilhão e dedicando espaços nobres da feira. Essa condição de prestígio vem desde 1967, quando da primeira feira, e será mantida nas próximas edições.

 Os resultados da pecuária corresponderam aos investimentos?

Caramori – Sem dúvida. Cerca de 200 criadores trouxeram aproximadamente 2.000 animais para exposição, julgamento e leilão, exibindo toda a exuberância genética das raças de corte e de leite, entre bovinos, ovinos, equinos. Os leilões permitiram a venda de muito lotes.

 Em face da experiência deste ano e após centenas de contatos com o público visitante e os expositores, quais as inovações que a CCO recomendará para as próximas edições da Efapi?

Caramori –  Estão asseguradas muitas inovações em 2011. Serão construídos dois novos pavilhões no setor pecuário mediante investimentos de 700 mil reais. O atual pavilhão de suínos,  edificação histórica da primeira Efapi, será transformado em restaurante. Teremos três dias de entrada franca. Embora esta tenha sido uma excelente feira, sempre há espaço para aperfeiçoamentos e melhorias. Em face da dimensão que atingiu a Efapi, será necessário, em 2011, instalarmos um centro de serviços bancários com terminais eletrônicos de saque de dinheiro; uma farmácia e um minimercado para atender expositores e visitantes. Os serviços de alimentação foram ampliados, mas, em face da crescente demanda, precisarão de novo aporte de investimentos.

 A frequência com que as chuvas de outubro, quase todos os anos, atrapalham a Efapi não recomenda a transferência da expo-feira para novembro?

Caramori – Já discutimos essa questão e há consenso entre quase todos os setores para a mudança de data. Neste ano, em razão dos Jogos Abertos de Santa Catarina programados para novembro, em Chapecó, optamos em permanecer com a Efapi em outubro. Em 2011, entretanto, é muito provável que faremos a feira em novembro.

 A parceria inédita, adotada neste ano com empresa privada para a contratação dos grandes shows, revelou-se benéfica para o município?

Caramori – Sem dúvida. A Administração municipal não precisou desembolsar mais de 1 milhão de reais para contratar shows nacionais, nem precisou correr riscos de prejuízo financeiro com eventual fracasso de público em razão do clima e outros fatores.  De outro lado, o público recebeu os espetáculos que desejava assistir, conforme havia apurado a assessoria de comunicação da Efapi junto aos comunicadores de rádio de todas as regiões do Estado.

 Houve neste ano uma grande integração entre as diversas esferas do Poder Público e das lideranças políticas e empresariais. O que contribuiu para isso?

Caramori – Fizemos uma expo-feira com absoluto espírito de harmonia e integração e obtivemos o respaldo de líderes de todos os matizes do pensamento político. Tivemos, de fato, a cooperação do governo federal, através dos Ministérios da Pesca, da Agricultura e do Turismo, com recursos financeiros e com a presença na feira. O apoio do governo do Estado, através de convênios para construção de novos pavilhões. Parlamentares se integraram ao esforço da feira com emendas dos deputados Valdir Colatto (PMDB) e Odacir Zonta (PP) e do senador Raimundo Colombo (DEM).

 A Efapi nasceu e se manteve por 42 anos como feira multissetorial, mas, nesse período, gerou feiras setoriais que se especializaram, como a Mercoagro, a Mercomóveis, a Mercoláctea, a Projetec, entre outras. O modelo original de Efapi será mantido?

Caramori – Acredito que fazer uma feira sintetizadora da economia regional é muito mais difícil do que fazer uma feira especializada. Ocorre, no caso da Efapi, que seu formato original – esse misto de feira, de show, de festa – é aprovado pelas classes produtoras e pelo grande público. Basta ver que ficaram em lista de espera 190 empresas que também desejavam expor e aguardavam alguma desistência.

 

MB Comunicação

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