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20/09

Show com Ivete Sangalo

18/10

10 horas de MÚSICA

17

NOV 2008

A Palavra da Direção da Emissora

Francisco Bohner

 

1948-2008= 60 ANOS = 21.960 DIAS DE RÁDIO CHAPECÓ NO AR

Parecem números insignificantes, se na sua seqüência não se registrassem os mais importantes atos e ações que marcaram a evolução sócia-política e econômica de Chapecó, que se tornou a cidade pólo regional mais importante, hoje com população estimada em cerca de 180 mil habitantes.

No dia 23 de outubro deste ano a emissora completa 60 anos. Em seis décadas de plena atividade, mantêm a mesma energia, o mesmo entusiasmo, a mesma confiança de seus ouvintes, patrimônio maior acumulado durante todo esse tempo e seus clientes e parceiros, instituições públicas ou privadas, as quais, juntas, possibilitaram chegar até aqui, alimentando perspectivas melhores e maiores.

Como empresa, primeiramente teve formação associativa de lideranças políticas e sociais da cidade. A partir de 1954, passou a ser administrada por outro grupo associativo sob a liderança de Francisco Norberto Bohner, sucedido por seu filho José Francisco Muller Bohner, totalmente desvinculados de qualquer linha político-partidária ou religiosa.

Nestes 60 anos, as conquistas promovidas pela empresa em favor da comunidade foram muitas. Detalhar nossa história, além de ser uma satisfação, é um compromisso que temos, lamentando a exigüidade de tempo para relatar tudo que se vivenciou neste período.

É com este relato que manifestamos nossa felicidade pela passagem de tão importante data na história da Rádio Chapecó, que apesar de seus 60 anos, continua com a mesma energia, vitalidade, dinamismo e competência na sua forma de agir e promover a alegria, entretenimento, informação, formação e cultura.

 

17

NOV 2008

Oeste: economia Ferve

Moacir Pereira

 

O Oeste de Santa Catarina vive, na eleição municipal deste ano, um cenário singular, absolutamente inédito em toda a sua história. A campanha segue na maior tranqüilidade. Não empolga o eleitorado.

Em compensação, a economia bomba como nunca. Chapecó, a capital do Oeste, retrata bem esta explosão de crescimento regional. Na próxima semana, vai realizar a Mercoagro, a segunda maior feira do mundo em máquinas, implementos e insumos para a indústria da carne. Receberá empresários e técnicos de todos os continentes. Os hotéis da cidade estão lotados. Há uma semana realizou a Mercomóveis, que vendeu US$ 15 milhões só em exportações para representantes de 16 países.

Principal empregadora de toda a região, a agroindústria nunca contratou tanto. Tem problemas de mão-de-obra. Empresas chegam a pôr carros de som circulando na cidade oferecendo trabalho. A Sadia, que possui 8 mil colaboradores em sua unidade de Chapecó, tem 800 vagas a preencher. Para tocar a sua produção, conta com 25 ônibus, que vão apanhar trabalhadores no interior do Rio Grande do Sul. A Aurora, maior cooperativa agrícola do país, tem outras 1,5 mil vagas a ocupar. Uma indústria oferece a seus empregados R$ 80 de prêmio a cada novo trabalhador que indicar. Os frigoríficos do Oeste têm, hoje, 5 mil vagas disponíveis. Com duas universidades e mais de 15 faculdades, Chapecó é a cidade com maior número de instituições de ensino superior diferenciadas do Estado.

O crescimento da construção civil é outro espanto. Enquanto o mercado imobiliário teve incremento médio de 8% no Brasil, em Chapecó, este índice atingiu 27,5%. Dado revelador: 1,8 mil apartamentos foram vendidos na planta. A Havan, uma das maiores lojas de departamentos do Estado, instalou ali uma filial e as vendas superaram todas as previsões em menos de um ano.

Com 180 mil habitantes, Chapecó tem 91 mil veículos, segundo o prefeito Élio Cella, o que dá média de um carro para duas pessoas. Gigantescas estruturas preparam-se para abrigar novos supermercados de grupos empresariais locais. As lojas se modernizam. Um novo hotel de cinco estrelas (Mogano) foi aberto esta semana. Surgem mais restaurantes.

O balanço da economia catarinense em agosto, que acaba de ser concluído pelos técnicos da Fiesc e vai ser analisado na próxima semana pelo vice-presidente Glauco Corte, confirma outro fato relevante: o frango continua sendo o principal item da pauta de exportações de Santa Catarina. É todo produzido no Oeste.

Triste é constatar as carências de infra-estrutura. A BR-282, inaugurada há décadas para acolher 5 mil carros, recebe, hoje, mais de 20 mil veículos por dia, aí incluídas as pesadas carretas. E no acanhado aeroporto - que aguarda incorporação pela Infraero - , a bagagem de mão dos passageiros tem que ser aberta para fiscalização visual na frente de todo mundo, porque falta um simples equipamento de raio X.