O médico indiciado pela morte de uma criança de 5 meses foi afastado na tarde desta terça-feira (8) dos serviços de saúde do município de Chapecó. Em nota, a Prefeitura assim se manifestou:

“O Prefeito Municipal recebeu da Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (08/01), cópia do inquérito policial envolvendo o médico L.R.V.M. indiciado pela morte de um bebê de 5 meses de idade no Hospital da Criança em Chapecó. E determinou imediatamente todas as medidas administrativas cabíveis no caso, incluindo o afastamento imediato de suas funções, já que o profissional também atende nos serviços de Saúde do Município.”

O CASO

Matéria divulgada no último dia 4/01, com informações repassadas pela Polícia Civil de Chapecó

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) Chapecó, informou nesta sexta-feira (4) que concluiu, no dia 03/01, a investigação que apurava a morte de um bebê de 5 meses ocorrido na cidade. De acordo com as informações divulgadas, após desconfiar de que o filho poderia ter sido levado à óbito em razão de um erro médico, os pais da criança procuraram a Polícia Civil para relatar o caso.

Os primeiros passos da investigação foram realizados pela Central de Plantão Policial, que depois enviou os documentos para a DPCAMI. Foi instaurado inquérito policial e adotados os procedimentos investigatórios para esclarecer o caso.

Foram ouvidas diversas pessoas, entre profissionais da saúde que atenderam a vítima, pacientes, pesquisas de medicamentos e perícias.  Após formalizadas as diligências, chegou-se a conclusão de que não se tratava exatamente de um erro médico, mas sim de um descaso reiterado do médico que atendeu o bebê, Dr. L.R.V.M, de 56 anos.

Os trabalhos de investigação demonstraram que L.R.V.M receitou medicamento sem atentar para o histórico de intervenções feitas pela mãe e comunicadas pela equipe de enfermagem no prontuário da vítima. Tal fato acabou resultando na morte do bebê, de 5 meses, em virtude de superdosagem de um antitérmico.

Ao analisar a conduta do médico,  a Autoridade Policial entendeu que não se tratava de uma negligência pontual, mas sim que L.R.V.M acabou, com seus atos, assumindo o risco de causar o resultado morte, sendo indiciado por homicídio doloso.

O caso foi enviado ao fórum e será analisado pelo Poder Judiciário e Ministério Público, no qual, após iniciado o processo, L.R.V.M, terá oportunidade oferecer seu contraditório.

A Polícia Civil informou apenas as iniciais do médico e não citou em que hospital ocorreu o fato. Nossa reportagem tentou contato com o delegado responsável pela investigação, mas até o momento isso ainda não foi possível.

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