Mais uma notícia falsa está circulando nos últimos dias em Chapecó e região, desta vez envolvendo uma criança – E.M.G de L – que estaria precisando de sangue e correndo risco de morte. “Ela precisa urgentemente de sangue AB negativo”.
A boa fé das pessoas é combustível para que mensagens como essas viralizem em redes sociais.
Leia:
“Alguém tem sangue AB negativo ou conhece alguém? É urgente!
Uma criança no Hospital Regional está precisando de sangue e no hemocentro não tem. Ela está correndo risco de morte. Os médicos deram apenas 24h pra ela. Se quiserem repassar para outro grupo, ajude galera. Um dia poderemos precisar de ajuda tbm …podem enviar.
É urgente!”
O assessor de comunicação do Hospital Regional do Oeste, Edu Vial, desmentiu o fato, informando que não há nenhuma criança com o referido nome internada. Também não há pedidos de doação de sangue, de forma urgente.
“Não consta nenhuma paciente com esse nome nem no HRO nem no HC. Em contato com Banco de Sangue, não procede. É boato antigo há mais de ano.” “O mesmo já ocorreu em outras cidades…notícia falsa, já repassada em anos anteriores”, complementou Vial.
TIPAGENS
As pessoas com sangue tipo AB podem receber doações de quaisquer outros tipos de sangue: A, O e B. Por ser fator negativo, podem receber de A-, O- e B-. Por outro lado, a pessoa com sangue AB negativo pode doar apenas para a mesma tipagem.
Pela lógica, para salvar a menina seria preciso qualquer sangue com fator Rh negativo. E outra, o tipo de sangue AB negativo é o mais raro de ser encontrado: com 0,5% de incidência.
Os próprios hospitais se manifestam dizendo que não existe campanha alguma para doação de sangue AB negativo.
OUTRAS MENSAGENS
A mesma mensagem, citando o nome da mesma criança, já circulou por outras regiões do país, como em São Paulo. É provável ainda que essa menina nem exista, pois só foram encontradas referências a essa pessoa relacionadas a mensagens falsas.
A história é falsa. Mobiliza pessoas de bem sem necessidade urgente.
OUTRAS HISTÓRIAS
Pesquisando, chegamos a outras histórias disseminadas em redes sociais e que eram inverídicas. Por exemplo, doação de toucas para o Instituto do Câncer e um casal que sequestrava crianças, todas “fake News”.

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