Pela primeira vez desde que chegou na elite do futebol nacional, a Chapecoense entrou na última rodada precisando de resultado para permanecer na Série A. O domingo prometia ser de fortes emoções na Arena Condá. O bom é que não dependeria de outros resultados, no caso de vitória sobre o São Paulo.

O torcedor esgotou os ingressos ainda na sexta-feira e a expectativa era de quebra de recorde de público no estádio.

O início de jogo demorou quatro minutos, pois a determinação da CBF é que as partidas começassem no mesmo horário e, na Ilha do Retiro, o Sport retardou a entrada em campo, atrasando a disputa em Chapecó e também Fluminense x América/MG, no Maracanã.

Foto: Sirli Freitas/ACF

O jogo começou quente e com reclamação. Aos quatro minutos a Chapecoense protestou contra a não marcação de um pênalti de Arboleda sobre Wellington Paulista.

O primeiro tempo passou “passou rápido”, com o time da casa jogando bem, mas ficando ainda devendo mais nas conclusões. O tricolor estava mais tranquilo em campo, talvez até pelo resultado paralelo de vitória do Grêmio inviabilizava uma classificação para a fase de grupos da Libertadores.

A melhor oportunidade foi da Chape, aos 37’. Leandro Pereira escorou um escanteio e Wellington Paulista acertou a trave. No rebote, novo escanteio. O árbitro deu dois minutos de acréscimo e a primeira etapa encerrou empata por 0 a 0.

Foto: Sirli Freitas/ACF

As duas equipes voltaram do intervalo com as mesmas formações. Os resultados paralelos, a essa altura, ajudavam e o empate era mais que suficiente para a permanência. E o tempo passava.

Aos 22 minutos do segundo tempo, gol da Chape. Canteros cruzou da direita e Leandro Pereira ganhou da defesa e completou para o fundo das redes. Era o gol do alívio na Arena Condá. Com esse gol, Pereira passou a ser o maior goleador da Chapecoense em uma só temporada na elite, passando Bruno Rangel, que marcou 10 em 2016.

Com a vitória parcial do Sport em Recife, a Chape não poderia sequer empatar. O jogo ganhava ares dramáticos. Enfim, a partida terminou, a Chapecoense ganhou por um a zero e se manteve na Série A por mais uma temporada.

Foto: Sirli Freitas/ACF

O goleiro Jandrei completou 76 jogos defendendo a Associação Chapecoense de Futebol, ou seja, duas temporadas inteiras. O público de 19.992 é o maior da história, superando Chape 1×2 Grêmio, em 2014.

Como falou D. Pedro I no Dia do Fico, em 1822: “Digam ao povo que fico”.

Chapecoense: 93)Jandrei 2)Eduardo 23)Douglas 14)Fabrício Bruno 6)Bruno Pacheco 55)Amaral 15)Márcio Araújo 8)Canteros (Elicarlos) 72)Diego Torres (Bruno Silva) 9)Wellington Paulista 90)Leandro Pereira (Osman) Técnico – Claudinei Oliveira

São Paulo: 1)Jean 28)Araruna 5)Arboleda 34)Bruno Alves 16)Edimar (Shaylon) 25)Hudson 31)Liziero 10)Nene (Igor Gomes) 37)Helinho 9)Diego Souza (Brenner) 22)Everton Técnico – André Jardine

Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio, auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires – Trio Fifa/GO. Quarto Árbitro: Edson Antônio de Sousa(CBF/GO) / Adicional 1 – Breno Vieira Souza (CBF/GO) / Adicional 2 – Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (CBF/GO)

Cartões amarelos: Jean, Arboleda, Everton (S.Paulo); Douglas (Chap)

Estádio: Arena Condá, em Chapecó

Horário: 17h (Domingo, dia 2/12/18)

Público: 19.992

Renda: R$ 331.630

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here