Em entrevista a emissora GloboNews, na manhã desta quinta-feira (8), o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho explicou como ocorreu a prisão do deputado federal João Rodrigues (PSD). Segundo o Polícia Federal (PF), na reserva do voo constava que Rodrigues ficaria quatro dias em Assunção, no Paraguai. A PF desconfiou que o parlamentar estivesse ganhando tempo para que a pena prescrevesse (a data de prescrição seria dia 12, segunda-feira).

Foto: Mateus Frozza / Rádio Chapecó

Com a informação da troca do bilhete, com destino final Paraguai e não mais São Paulo, a Polícia Federal comunicou outras autoridades e o nome do deputado foi incluído no sistema da Interpol, em difusão vermelha. Ele constava como procurado internacional. Ao chegar no Paraguai, João Rodrigues foi abordado pelas autoridades migratórias e pelo adido da PF em Assunção, que não admitiram sua permanência no país. João Rodrigues, então, foi colocado em um avião com destino a Guarulhos, São Paulo, onde foi efetuada a prisão pouco antes das 8h de hoje.

O deputado, ex-prefeito de Chapecó em duas oportunidades, estava em férias no exterior, junto da família, e voltaria de Orlando (EUA) na quarta-feira (7). No entanto, de acordo com o próprio deputado, resolveu trocar São Paulo por Assunção como destino final. Do Paraguai, segundo disse, faria o trajeto a Chapecó por terra, de automóvel, nesta quinta-feira, se apresentado a Polícia Federal.

PENA EM BRASÍLIA

Ainda de acordo com o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, a ordem judicial indica que o deputado federal João Rodrigues (PSD) deve cumprir a pena, em princípio, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A remoção para o Distrito Federal irá ocorrer nesta quinta-feira (8). As passagens já estão sendo providenciadas.

Ouça a entrevista com delegado:

 

João Rodrigues está condenado em segunda instância, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve na última terça-feira (6) uma condenação a 5 anos e 3 meses de detenção, inicialmente em regime semiaberto. Trata-se de um processo do tempo em que o deputado ainda era vice-prefeito de Pinhalzinho e, no exercício do cargo de prefeito, iniciou uma licitação para aquisição de uma retroescavadeira, em 1999. A Justiça entendeu que houve irregularidade.

Ainda existe a possibilidade de recurso, mas o STF mandou expedir o mandado de prisão e o cumprimento da pena, levando em conta a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, sem prejuízo da presunção de inocência antes de esgotados todos os recursos jurídicos. O entendimento da Corte nesse sentido já vem do ano passado.

O advogado do deputado, Marlon Bertol, acredita que a situação possa ser revertida, mesmo após a prisão. A defesa ainda tenta alegar a prescrição do caso.

São 3 anos, 1 mês e 15 dias pelo artigo 89 e outros 2 anos, 1 mês e 15 dias pelo artigo 90, ambos da Lei 8.666/1993 (Lei das Licitações).

 

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http://www.radiochapeco.com.br/2018/02/08/joao-rodrigues-e-preso-em-guarulhos/

 

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