MPF investiga condições de operação do aeroporto de Chapecó

Objetivo principal é apurar a adequação das instalações e a segurança no tráfego das aeronaves

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O Ministério Público Federal vem acompanhando as frequentes notícias, já há alguns anos, sobre investimentos para ampliação e instalação de equipamentos de auxílio à navegação de aeronaves no Aeroporto Serafin Enoss Bertaso de Chapecó, sem contudo identificar resultados concretos.

Segundo noticiado pelos veículos de comunicação, no ano de 2014, mais de 420 mil pessoas embarcaram e desembarcaram nesse aeroporto, resultando em um incremento de mais de 8% em relação ao ano anterior. Em comparação com os demais aeroportos do Estado, em 2015 o aeroporto de Chapecó teve um aumento de movimentação de 6% em relação a 2014, sendo o segundo que mais cresceu nesse quesito, atendendo usuários de cerca de 330 municípios entre Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

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São frequentes, contudo, as notícias sobre cancelamentos de voos, especialmente nos períodos de fortes chuvas e neblina na região, bem como em relação às deficiências dos setores de embarque e desembarque do aeródromo, que não parecem comportar, já há algum tempo, o elevado incremento do número de passageiros que por ele passam todos os anos.

Diante da importância desse aeroporto, não apenas para o Estado de Santa Catarina – por atender a população do Extremo-Oeste até o Meio-Oeste e o Vale do Contestado -, como também para as populações do Noroeste do Rio Grande do Sul e Sudoeste do Paraná, a Procuradoria da República em Chapecó instaurou inquérito civil para apurar as atuais condições de operação do aeroporto, em especial com relação à necessidade de ampliação de suas instalações de uso, instalação de equipamentos de auxílio à navegação – em especial de auxílio à aterrissagem de aeronaves (ILS) – e medidas para garantir a segurança do transporte aéreo na região.

Procuradoria da República em SC

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